"Um irresistível thriller sem ficção, num ritmo vertiginoso e por meio de uma linguagem feita de substantivo e verbo, sujeito e ação. Faça a experiência: comece a ler e tente parar."
Zuenir Ventura (clique e veja o texto completo)

"Guilherme Fiuza construiu mais do que uma reportagem sensacional. Fez uma espécie de romance-verdade. E o melhor é que estamos lendo isto em bom e vigoroso português do Brasil, e não em um Norman Mailer ou Truman Capote."
Antônio Torres – O Globo

"Fiuza conta a estória de João Guilherme Estrella pelo lado de dentro, sem julgar ninguém. Entende-se perfeitamente como um jovem da elite carioca, movido por sua juventude e porralouquice, chega à elite do tráfico. É um livro generoso. Muito divertido também."
Domingos de Oliveira – Jornal do Brasil

"Nada como uma semana de guerra nos morros para se ler uma grande reportagem sobre o tráfico. Mas não adianta procurá-la nos jornais. Ela saiu em livro e chama-se Meu nome não é Johnny."
Marcos Sá Corrêa – NoMínimo


Graças ao que já foi revelado pela mídia, pelo cinema e pela literatura, sabe-se melhor como funciona a cultura do narcotráfico nas favelas do que no asfalto. Na verdade sabia-se, até chegar "Meu nome não é Johnny", de Guilherme Fiúza. Mais do que a saga de um mega-fornecedor de drogas do Rio nos anos 90, quando a cocaína caiu na "corrente sangüínea da cidade", o livro é um mergulho profundo no submundo de uma geração que na virada dos anos 70/80 forneceu diversos talentos para as artes, os negócios e o esporte. E também muitos fregueses para o anti-herói da história, o jovem e bem nascido João Guilherme.

Os personagens do livro são reais e conhecidos. É uma fauna de gente fina: profissionais liberais, artistas de tv, músicos, jornalistas. Não é difícil encontrar aí quem estudou em bons colégios, freqüenta clubes chiques e fala línguas. A respeitável senhora é uma traficante em Copacabana. Aquele ali é um violinista clássico de "razoável sucesso profissional". O viciado decadente que acabou de "cheirar" seu carro já foi um psiquiatra de prestígio.

Principal provedor das altas rodas da sociedade carioca, João Guilherme fez uma carreira tão bem sucedida que aos 33 anos estendeu sua rede até a Europa, onde podia viajar de Amsterdã a Milão com os bolsos cheios de cocaína, haxixe, LSD e dezenas de milhares de dólares.

O final da história não deve ser antecipado, assim como não deve ser tentada uma sinopse. Ela não dará conta da trama, que se desenvolve em meio a um mundo alucinante. Utilizando recursos ficcionais, o livro de Fiúza é um irresistível thriller sem ficção, num ritmo vertiginoso e por meio de uma linguagem feita preferencialmente de substantivo e verbo, sujeito e ação. Faça a experiência: comece a ler e tente parar.

Zuenir Ventura