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"Um irresistível
thriller sem ficção, num ritmo vertiginoso e por meio
de uma linguagem feita de substantivo e verbo, sujeito e ação.
Faça a experiência: comece a ler e tente parar." "Guilherme
Fiuza construiu mais do que uma reportagem sensacional. Fez uma espécie
de romance-verdade. E o melhor é que estamos lendo isto em bom
e vigoroso português do Brasil, e não em um Norman Mailer
ou Truman Capote." "Fiuza
conta a estória de João Guilherme Estrella pelo lado de
dentro, sem julgar ninguém. Entende-se perfeitamente como um
jovem da elite carioca, movido por sua juventude e porralouquice, chega
à elite do tráfico. É um livro generoso. Muito
divertido também." "Nada
como uma semana de guerra nos morros para se ler uma grande reportagem
sobre o tráfico. Mas não adianta procurá-la nos
jornais. Ela saiu em livro e chama-se Meu nome não é Johnny."
Os personagens do livro são reais e conhecidos. É uma fauna de gente fina: profissionais liberais, artistas de tv, músicos, jornalistas. Não é difícil encontrar aí quem estudou em bons colégios, freqüenta clubes chiques e fala línguas. A respeitável senhora é uma traficante em Copacabana. Aquele ali é um violinista clássico de "razoável sucesso profissional". O viciado decadente que acabou de "cheirar" seu carro já foi um psiquiatra de prestígio. Principal provedor das altas rodas da sociedade carioca, João Guilherme fez uma carreira tão bem sucedida que aos 33 anos estendeu sua rede até a Europa, onde podia viajar de Amsterdã a Milão com os bolsos cheios de cocaína, haxixe, LSD e dezenas de milhares de dólares. O final da história não deve ser antecipado, assim como não deve ser tentada uma sinopse. Ela não dará conta da trama, que se desenvolve em meio a um mundo alucinante. Utilizando recursos ficcionais, o livro de Fiúza é um irresistível thriller sem ficção, num ritmo vertiginoso e por meio de uma linguagem feita preferencialmente de substantivo e verbo, sujeito e ação. Faça a experiência: comece a ler e tente parar. Zuenir Ventura |
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